Ranking 2005
Eu simplesmente adoro listas, nem que seja para ficar com a maior raiva, como aconteceu no caso da Bravo!, que escolheu os 100 melhores filmes, livros, espetáculos de dança e teatro e shows que aconteceram no Brasil nos últimos 8 anos – ou seja, depois que a revista foi lançada. A revista teve o despeito de colocar Elephant e Sin City no finalzinho da lista, depois da posição de número 90, e trazer Central do Brasil, por exemplo, muito mais bem colocado. Nada contra Central do Brasil, mas Elephant é uma pequena obra prima por conseguir um equilíbrio perfeito e bastante difícil entre uma história muito bem contada e uma direção de atores e principalmente de câmera primorosa. É o filme que eu gostaria de ter feito. Sin City é um deleite visual, a estética é impecável e a fidelidade aos diálogos escritos por Frank Miller impressiona. Enfim, há várias outras injustiças nesse ranking da Bravo!, mas essas são es excrescências das quais em lembro agora. Dança e teatro eu passei batida, e os shows apontam desde os Pixies e Arcade Fire no Brasil, Goiânia Noise e Abril Pro Rock até as coisas mais eruditas e elitizadas cuja babação de ovo é bem típica da revista.
Eu não deveria tentar fazer listas porque sou totalmente alzheimer e assim que postar isso vou começar a lembrar das injustiças que cometi, mas vamos lá (sem ordem de preferência, senão fica difícil demais):

Funeral (Arcade Fire)
O Arcade Fire caiu nas graças do público (principalmente do indie rock) no ano passado, e a apresentação da banda no Brasil só confirmou a escolha dos canadenses como uma das melhores – senão a melhor – banda a despontar no ranking das melhores bandas de todos os tempos da última semana em 2005. O excelente Funeral foi lançado em 2004 lá fora e chegou no Brasil através da Slag Records. O nome é uma referência às mortes de parentes de membros da banda que aconteceram enquanto o disco era gravado, mas toda a atmosfera sombria e soturna que permeia o disco parece uma característica tão marcante da banda que só dá para saber se a escolha do nome se baseou somente neste infortúnios quando o próximo sair. O Arcade Fire passeia pelo pós-punk com uma delicadeza ímpar que permeia tanto as letras quanto o som e remete aos Delgados na época do Peloton. A beleza que a banda consegue imprimir ao disco marca uma sensibilidade enorme e a destreza em mesclar com competência baixo, guitarra e bateria com instrumentos como xilofone e acordeão, violino, harpa e violoncelo. Nota 11.

The Magic Numbers (Magic Numbers)
O Magic Numbers é uma guitar band fofinha aparentemente bem loser , só que bem menos barulhenta e muito mais folk, que tem na formação dois casais de irmãos: Romeo (band leader/compositor/guitarrista) e Michelle (baixista), e Sean (baterista) e Angela (backing vocal/melodica). A banda não tem apelo estético absolutamente nenhum – não só os integrantes não são assiiiiiim dotados de uma beleza de encher os olhos, como também não fazem esforço algum para fazer deste apelo estético uma marca, artifício banalizado pelo caráter inerentemente iconoclasta do rock e que é tão comum às bandas neo garage. O Magic Numbers apresente neste disco um folkzinho da melhor qualidade, mais pop e com mais punch do que o Kings of Convenience, por exemplo. Forever Lost é a primeira música de trabalho. O clipe de animação tem passado com bastante freqüência na MTV.

A Bigger Bang (Rolling Stones)
A Bigger Bang saiu 8 anos depois do último disco de inéditas dos Stones, Bridges to Babylon, e marca um encontro do pop que marcou alguns dos últimos álbuns da banda ao som bluesy do inicio da carreira. A impressão que dá é que os Stones resolveram abandonar uma certa sensação de resignação com a condição de maior banda em atividade da música e fizeram um disco com vontade. Não é revolucionário, nem é o melhor disco dos Stones, mas esperar lançamentos sempre surpreendentes de qualquer banda – principalmente de uma que existe há mais de 40 anos – é, no mínimo, injusto. A primeira música de trabalho (Rough Trade), como eu já falei aqui, é party rock de primeiríssima qualidade, é tudo o que o Aerosmith tem sem sucesso tentado ser/fazer ultimamente.

Guero (Beck)
Também falei rapidamente deste disco aqui. Beck é o loser mais legal da música pop. Guero é um disco divertido e mais cool do que o Sea Change, que teve as músicas escritas e compostas durante o processo de separação de Beck, o que resultou num disco melancólico e personalístico. Este novo trabalho traz Beck de volta ao pódio dos melhores hitmakers losers, e tem uma característica bastante interessante, que é a de poder ser ouvido nas mais diversas circunstâncias. Do hit de festa (E-Pro, feita em parceria com os Beastie Boys) à música comédia (Que Onda Guero), o disco é pra cima e funciona tanto para uma audição cuidadosa quanto para ser usado como uma trilha sonora despretensiosa.

X&Y (Coldplay)
Este é quarto disco do Coldplay e confirma a boa fase da banda. Talvez X&Y não emplaque tantos hits quanto A Rush Of Blood To The Head, mas serve certamente para ajudar o Coldplay a estabelecer definitivamente seu nome no olimpo das superbandas do mainstream pop/rock (eu tenho medo deste termo e mais ainda de quem diz que gosta de pop/rock). O Coldplay soa ainda mais U2 neste disco (até no discurso), e assume o gosto pelo toque eletrônico já na primeira música, Square Ones. Embora eu tenha gostado do disco, prefiro a melancolia do Parachutes. Tá bom, o Coldplay não é o Radiohead, X&Y não é uma obra prima, mas atende à expectativa e talvez seja o caminho para a banda nos brindar com outro disco do quilate do A Rush of Blood To The Head no futuro.

Riot on an Empty Street (Kings of Convenience)
Esse disco foi lançado em 2004, mas só ouvi no ano passado. O Kings of Convenience exibe uma delicadeza super minimalista, é tão fofinho quanto o Belle & Sebastian, só que ainda mais intimista e menos blasé. Apesar de o folk ser a marca do disco, a dupla norueguesa flerta com a Bossa Nova e se vale de lindos arranjos de cordas em faixas como Stay Out Of Trouble (que tocou Hora do Rock). Definitivamente, riot passa longe.

First Impressions Of Earth (The Strokes)
Foi lançado oficialmente na semana passada, mas está na rede há tanto tempo que nem chega a ser tão lançamento agora. Sou muito suspeita para falar sobre o disco novo da minha banda atual preferida. Só sei que o disco é muito bom, e quem reclamava que faltava punch aos Strokes vai pagar a língua ouvindo o First Impressions of Earth. Juicebox é hit.
Menções honrosas a discos que não ouvi inteiros, mas gostei do que ouvi:

You Could Have It So Much Better (Franz Ferdinand)

Employment (Kaiser Chiefs)

Pretty In Black (Raveonettes)
Menções honrosas a lançamentos especiais clássicos e indispensáveis:


Funhouse e The Stooges, dos Stooges, que foram lançados no Brasil em versão disco duplo/remasterizado na ponga das apresentações da banda nas terras canarinhas.


Idem, Idem para Marquee Moon e Adventure, do Television.
Todos esses discos estão à venda na Velvet
Menções Desonrosas (essa tem primeiro lugar):
Troféu Joinha:
Ana Carolina e Seu Jorge e Simone fazendo versões de The Blower’s Daughter, de Damien Rice
Troféu picolé de chuchu:
Eric Clapton – Back Home
* Depois posto o de filmes.
Eu não deveria tentar fazer listas porque sou totalmente alzheimer e assim que postar isso vou começar a lembrar das injustiças que cometi, mas vamos lá (sem ordem de preferência, senão fica difícil demais):

Funeral (Arcade Fire)
O Arcade Fire caiu nas graças do público (principalmente do indie rock) no ano passado, e a apresentação da banda no Brasil só confirmou a escolha dos canadenses como uma das melhores – senão a melhor – banda a despontar no ranking das melhores bandas de todos os tempos da última semana em 2005. O excelente Funeral foi lançado em 2004 lá fora e chegou no Brasil através da Slag Records. O nome é uma referência às mortes de parentes de membros da banda que aconteceram enquanto o disco era gravado, mas toda a atmosfera sombria e soturna que permeia o disco parece uma característica tão marcante da banda que só dá para saber se a escolha do nome se baseou somente neste infortúnios quando o próximo sair. O Arcade Fire passeia pelo pós-punk com uma delicadeza ímpar que permeia tanto as letras quanto o som e remete aos Delgados na época do Peloton. A beleza que a banda consegue imprimir ao disco marca uma sensibilidade enorme e a destreza em mesclar com competência baixo, guitarra e bateria com instrumentos como xilofone e acordeão, violino, harpa e violoncelo. Nota 11.

The Magic Numbers (Magic Numbers)
O Magic Numbers é uma guitar band fofinha aparentemente bem loser , só que bem menos barulhenta e muito mais folk, que tem na formação dois casais de irmãos: Romeo (band leader/compositor/guitarrista) e Michelle (baixista), e Sean (baterista) e Angela (backing vocal/melodica). A banda não tem apelo estético absolutamente nenhum – não só os integrantes não são assiiiiiim dotados de uma beleza de encher os olhos, como também não fazem esforço algum para fazer deste apelo estético uma marca, artifício banalizado pelo caráter inerentemente iconoclasta do rock e que é tão comum às bandas neo garage. O Magic Numbers apresente neste disco um folkzinho da melhor qualidade, mais pop e com mais punch do que o Kings of Convenience, por exemplo. Forever Lost é a primeira música de trabalho. O clipe de animação tem passado com bastante freqüência na MTV.

A Bigger Bang (Rolling Stones)
A Bigger Bang saiu 8 anos depois do último disco de inéditas dos Stones, Bridges to Babylon, e marca um encontro do pop que marcou alguns dos últimos álbuns da banda ao som bluesy do inicio da carreira. A impressão que dá é que os Stones resolveram abandonar uma certa sensação de resignação com a condição de maior banda em atividade da música e fizeram um disco com vontade. Não é revolucionário, nem é o melhor disco dos Stones, mas esperar lançamentos sempre surpreendentes de qualquer banda – principalmente de uma que existe há mais de 40 anos – é, no mínimo, injusto. A primeira música de trabalho (Rough Trade), como eu já falei aqui, é party rock de primeiríssima qualidade, é tudo o que o Aerosmith tem sem sucesso tentado ser/fazer ultimamente.

Guero (Beck)
Também falei rapidamente deste disco aqui. Beck é o loser mais legal da música pop. Guero é um disco divertido e mais cool do que o Sea Change, que teve as músicas escritas e compostas durante o processo de separação de Beck, o que resultou num disco melancólico e personalístico. Este novo trabalho traz Beck de volta ao pódio dos melhores hitmakers losers, e tem uma característica bastante interessante, que é a de poder ser ouvido nas mais diversas circunstâncias. Do hit de festa (E-Pro, feita em parceria com os Beastie Boys) à música comédia (Que Onda Guero), o disco é pra cima e funciona tanto para uma audição cuidadosa quanto para ser usado como uma trilha sonora despretensiosa.

X&Y (Coldplay)
Este é quarto disco do Coldplay e confirma a boa fase da banda. Talvez X&Y não emplaque tantos hits quanto A Rush Of Blood To The Head, mas serve certamente para ajudar o Coldplay a estabelecer definitivamente seu nome no olimpo das superbandas do mainstream pop/rock (eu tenho medo deste termo e mais ainda de quem diz que gosta de pop/rock). O Coldplay soa ainda mais U2 neste disco (até no discurso), e assume o gosto pelo toque eletrônico já na primeira música, Square Ones. Embora eu tenha gostado do disco, prefiro a melancolia do Parachutes. Tá bom, o Coldplay não é o Radiohead, X&Y não é uma obra prima, mas atende à expectativa e talvez seja o caminho para a banda nos brindar com outro disco do quilate do A Rush of Blood To The Head no futuro.

Riot on an Empty Street (Kings of Convenience)
Esse disco foi lançado em 2004, mas só ouvi no ano passado. O Kings of Convenience exibe uma delicadeza super minimalista, é tão fofinho quanto o Belle & Sebastian, só que ainda mais intimista e menos blasé. Apesar de o folk ser a marca do disco, a dupla norueguesa flerta com a Bossa Nova e se vale de lindos arranjos de cordas em faixas como Stay Out Of Trouble (que tocou Hora do Rock). Definitivamente, riot passa longe.

First Impressions Of Earth (The Strokes)
Foi lançado oficialmente na semana passada, mas está na rede há tanto tempo que nem chega a ser tão lançamento agora. Sou muito suspeita para falar sobre o disco novo da minha banda atual preferida. Só sei que o disco é muito bom, e quem reclamava que faltava punch aos Strokes vai pagar a língua ouvindo o First Impressions of Earth. Juicebox é hit.
Menções honrosas a discos que não ouvi inteiros, mas gostei do que ouvi:

You Could Have It So Much Better (Franz Ferdinand)

Employment (Kaiser Chiefs)

Pretty In Black (Raveonettes)
Menções honrosas a lançamentos especiais clássicos e indispensáveis:


Funhouse e The Stooges, dos Stooges, que foram lançados no Brasil em versão disco duplo/remasterizado na ponga das apresentações da banda nas terras canarinhas.


Idem, Idem para Marquee Moon e Adventure, do Television.
Todos esses discos estão à venda na Velvet
Menções Desonrosas (essa tem primeiro lugar):
Troféu Joinha:
Ana Carolina e Seu Jorge e Simone fazendo versões de The Blower’s Daughter, de Damien Rice
Troféu picolé de chuchu:
Eric Clapton – Back Home
* Depois posto o de filmes.

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